A Porto Geral é História

A Porto Geral é História

A Ladeira Porto Geral, primitivamente foi conhecida por diversos nomes: Beco do Barbas, Beco do Porto de São Bento, Beco do Quartim e Beco do Porto Geral, terminava próximo ao Rio Tamanduateí, que então passava onde hoje corre a Rua 25 de Março. A referida ladeira foi também conhecida por “Caminho que vai para o Tamanduateí” (1870), por constituir um dos principais acessos para aquele rio. Além desta comunicação existia outra, conhecida como Beco do Colégio, mais tarde “do Pinto”, “da Marquesa” ou “das Cancelas” (hoje Beco do Pinto), que partindo da Rua do Carmo (atual Roberto Simonsen), terminava à margem do rio.

Marginando o rio ligando os dois becos mencionados existia desde os primitivos tempos um Caminho conhecido por “Caminho das Sete Voltas”, alusivo as curvas que o rio ali fazia. Esse Caminho assim como as sete curvas do rio desapareceram com a retificação, em 1848, do curso do Tamanduateí. No ponto final da Ladeira do Porto Geral, localizava-se o local onde era costume atracarem antigamente as canoas, vindas da Fazenda de São Caetano, pertencente ao Convento de São Bento, e de outros lugares próximos à Capital embarcações que traziam cereais, frutas, cana-de-açúcar, hortaliças, peixes, entre outros, para consumo e comércio da cidade.

A Ladeira Porto Geral foi anteriormente conhecida por “Ladeira do Tamanduateí”

A Ladeira Porto Geral foi anteriormente conhecida por “Ladeira do Tamanduateí”. O “Porto” que batizou a atual Ladeira Porto Geral se localizava na sétima e última volta do Rio Tamanduateí, aonde também chegavam mercadorias importadas à cidade de São Paulo de navio através do porto de Santos; subindo depois a Serra do Mar através de carroças e mais tarde por ferrovia, pela construção, em 1867, da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí e que alcançavam a região do Ipiranga. De lá, eram levadas pelo Rio Tamanduateí até o porto para barcas, o chamado Porto Geral, nome desta conhecida ladeira íngreme, travessa da Rua Vinte e Cinco de Março. Estas profundas transformações econômicas e sociais foram decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas e do afluxo de imigrantes europeus e ampliação da circulação de mercadorias provindas da Europa.

A grande enchente que marcou a região foi registrada no dia 1º de janeiro de 1850, através de um temporal que alagou as margens dos rios Tamanduateí e Anhangabaú. Das 27 casas destruídas, 14 casas eram de taipas de pilão, construção de barro socado, típica da cidade e que não possuíam resistência suficiente para suportar muita água em suas paredes de barro.

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Por causa destas inundações, umas maiores outra menores, o local foi remodelado no tempo do governo de João Teodoro, entre 1873 a 1875. A área da Várzea do Carmo foi drenada e surgiram as primeiras chácaras na região e uma ilha urbanizada como uma praça; foi então criada em 1874 com o nome de Ilha dos Amores, localizava-se nas margens do Rio Tamanduateí, que estava nas imediações da Rua Vinte e Cinco de Março, na Várzea do Carmo, que depois de aterrada tornou-se parte do Parque Dom Pedro II.

Registros históricos indicam que a primeira loja aberta no local foi a Nami Jafet & Irmãos, em 1893

Era uma várzea constantemente inundável, principalmente em épocas de cheias por causa das chuvas de verão. Depois desta grande enchente houve mudança no fluxo do rio e mais tarde optou-se pela canalização e retificação do mesmo, sendo a área toda drenada, sumindo, deste modo, as curvas do Rio Tamanduateí e a Ilha dos Amores, sendo, no início do século 20, construída outras condições de engenharia nas edificações para o local, com transformações urbanísticas que modificaram a região da várzea do Rio Tamanduateí.

Muitos libaneses, sírios e outros povos árabes decidiram sonhar com uma vida melhor, buscando fixar-se na América. A principal fonte de descontentamento era o domínio turco-otomano que se expandia em constante conflito belicoso. A imigração libanesa ocorreu por gerações que vieram ao Brasil em busca de um lugar para trabalharem livremente. Com as grandes enchentes do Rio Tamanduateí, muitos comerciantes vendiam suas mercadorias muito abaixo do preço para não arcarem com grandes prejuízos. Essa prática foi o marco para que a região da Rua Vinte e Cinco de Março fosse conhecida como um polo comercial de alta rotatividade e polo diferenciado de baixo custo e de boa qualidade.

Registros históricos indicam que a primeira loja aberta no local foi a Nami Jafet & Irmãos, em 1893, que nesta época contava apenas com seis lojas: cinco armarinhos e uma mercearia. Oito anos depois, em 1901, já eram mais de 500 pequenas lojas. Nasciam, assim, duas tradições: a de imigrantes libaneses se estabelecerem na Rua Vinte e Cinco de Março e a de fornecerem mercadorias para seus compatriotas recém-chegados a São Paulo mascatearem em bairros distantes da capital paulista. Deste modo o comércio na Rua Vinte e Cinco de Março prosperou rapidamente.

Os primeiros produtos importados na Rua Vinte e Cinco de Março eram porcelanas japonesas e chinesas, cutelaria alemã, rendas suíças e francesas, casimira inglesa e outras variedades. Os sírio-libaneses eram na época, a maioria dos comerciantes da região.

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Embora São Paulo fosse local de trânsito de pessoas, sofreu crescimento vertiginoso na virada do século 19, sendo que em 1895, São Paulo tinha uma população presumível de 130 mil habitantes, dos quais 71 mil eram estrangeiros, chegando a 239.820 em 1900, quase o dobro em cinco anos apenas.

Endereço visitado por paulistanos e turistas de todo o Brasil, a Rua Vinte e Cinco de Março atualmente concentra uma variedade de comércio

Depois da Revolução de 1930, a indústria nacional consolidou-se como produtora de consumo e os produtos nacionais passaram a dominar as prateleiras das lojas da Rua Vinte e Cinco de Março. Vestuário e armarinho eram os principais produtos, vendidos no atacado e varejo.

Hoje, o Rio Tamanduateí está canalizado e todo retilíneo, preso a uma armadura de concreto e suas curvas sumiram; o rio que era bem próximo ao local da Rua Vinte e Cinco de Março está hoje mais distante e as atividades portuárias que havia foram substituídas por um mercado muito ativo e constante da região, mas feito pela relação de oferta e procura entre os comerciantes e os “fregueses” na rua de maior afluência de comércio do Brasil. Os povos de etnia árabe dominaram boa parte do comércio nessa região até os anos de 1980, quando ganharam a companhia de outras etnias, com a chegada dos asiáticos, mais precisamente coreanos e chineses.

Endereço visitado por paulistanos e turistas de todo o Brasil, a Rua Vinte e Cinco de Março atualmente concentra uma variedade de comércio que atinge todos os públicos e idades desde produtos gerais de tecidos, bijuterias, acrescido de vários produtos eletrônicos. Os produtos importados, que representavam praticamente todas as mercadorias no final do século 19, ao início do século 20, ainda são marcas registradas no comércio da Rua Vinte e Cinco de Março.

Fontes:
https://sampahistorica.wordpress.com/2013/05/29/subindo-a-ladeira/
http://www.saopaulominhacidade.com.br/historia/ver/9347/O%2Bporto%2Bgeral%2Bda%2BRua%2BVinte%2Be%2BCinco%2Bde%2BMarco%2Bde%2Bmuitos%2Bamores

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